Alto Baú
12 12 2008Comentários : 1 Comentário »
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NOTÍCIAS RESA
7 12 2008Face à informações imprecisas sobre a situação dos animais que ainda permanecem na localidade denominada “Braço do Baú” em Ilhota, nesta segunda-feira três membros do Instituto Ecosul/ WSPA e um veterinário, guiados por membros do Corpo de Bombeiros Voluntários irão acessar a localidade por uma trilha, em uma viagem de 40 minutos de trator e duas horas andando, para verificar o estado dos animais, dar assistência e trazer informações precisas da quantidade, tipo e suas necessidades básicas.
RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais
Instituto Ambiental Ecosul
Florianópolis/SC
Fone: 48-9969.4660
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PLANO ESTRATÉGICO PARA CATÁSTROFES
2 12 2008Aproveitado a presença em SC dos Médicos Veterinários Cristiane Grille e Werner John Payne que fazem parte da WSPA, da Defesa Cível de SP e dos Veterinários Sem Fronteiras, cerca de 20 representantes de ONGs de defesa animal da Grande Florianópolis se reuniram dia 01/12/08 para montar estratégias de ação para com animais em caso de catástrofes como a ocorrida no Vale do Itajaí.
Há a questão pontual e imediata que é a catástrofe ocorrida nos Vales do Itajaí, Camboriú e Itapocú, mas a história nos mostra outros pontos críticos em SC que merece um plano estratégico de ação como enchente no Vale do Tubarão, enchentes no Vale do Itajaí, enchente no Vale do Araranguá, Furacão Catarina, sem mencionar outras de menor porte.
Algumas questões para pensar: mapeamento de pontos críticos; cadastramento de voluntários e equipamentos de salvamento; confecção de cartilhas com o modo de agir em casos de emergências; quais as primeiras atitudes para com os animais ao se abandonar propriedades desastradas; mapeamento de locais para refúgio de animais; como proceder com cadáveres; animais de estimação fazem parte da família.
A equipe segue hoje para a região a fim de averiguar as condições e tomar algumas providências imediatas, como a distribuição de mantimentos e remédios que continuam chegando, para os quais queremos agradecer.
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ESPECIALISTA DA WSPA EM CATÁSTROFES COM ANIMAIS CHEGA A SANTA CATARINA
1 12 2008Instituto Ambiental Ecosul
Florianópolis/SC
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SOS ANIMAIS SANTA CATARINA
1 12 2008“RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais”
- A Defesa Civil vem alertando que pessoas inescrupulosas estão se utilizando da desgraça que se abate sobre SC para solicitar doações pela internet, principalmente em espécie, que não são destinadas aos atingidos, mas em proveito próprio.
- Serão cadastradas as principais organizações das regiões atingidas e repassadas informações sobre seu funcionamento e idoneidade, sempre que necessário.
- Para evitar pulverização ou concentração de doações em uma ou mais entidade ou localidade, em detrimento de outras, sempre que possível as doações sejam feitas ou pelo menos comunicadas à RESA, para controle e acompanhamento dos valores e quantidades e tipo de donativos recebidos.
- Sugerimos também que solicitantes de doações individuais sejam recomendados a se dirigirem à RESA para cadastramento como beneficiário do programa.
- As ongs cadastradas informarão suas principais carências, se possuem abrigos, quantidade de animais e estrutura disponível para socorro aos animais em suas regiões de atuação.
- Os abrigos também receberão a ajuda possível, porém é importante que as doações e assistência atinjam também, em alguns casos até preferencialmente os animais desassistidos nas ruas e outros locais e em domicilios abandonados pelas familias.
- Procuraremos obter informações sobre excedentes em alguma localidade e eventualmente sugerir o seu remanejamento para regiões onde estejam sendo necessitados.
- Para os interessados em ajudar com recursos em espécie, estamos divulgando a conta corrente 162.132-0 do BESC-Banco do Estado de Santa Catarina -Banco 027 – Agência 001 – Florianópolis/SC-CNPJ do Ecosul 04.682.569/0001-35 . Esta conta é institucional tendo como titular o Instituto Ambiental Ecosul e é movimentada conjuntamente por seu presidente Biólogo Luiz Batista Fontanela e seu Tesoureiro Azor El Achkar, Advogado e membro do Tribunal de Contas de SC.
- Estes recursos serão usados para despesas de transporte de equipes de veterinários, ativistas e donativos para socorro aos animais e aquisição de equipamentos, medicamentos e utensilios veterinários necessários às ações.
- Ao final da campanha, será publicado em jornais, sites, blogs e enviado por mala direta a todos a prestação de contas tanto doações em espécie quanto em alimentação e outros materiais.
- Eventuais sobras serão divididos entre as organizações cadastradas.
- As ongs beneficiárias serão responsáveis pela comprovação da aplicação dos recursos materiais e em espécie recebidos.
- Já houve casos de pessoas comparecerem em locais divulgados para recepção de donativos e abandonarem animais, a exemplo do que ocorre sistematicamente em feiras de doação e endereços de ongs e voluntários. Por este motivo, A RESA embora possua locais de trânsito para recepção de donativos, solicita que os interessados contatem pelos telefones e e-mails abaixo se identificando, informando o tipo e o volume dos donativos, quando será indicado o local apropriado para recepção
- A WSPA está liberando recursos e enviando ao estado seu coordenador de ações em catástrofes com animais, Médico Veterinário Werner Payne, para se integrar às iniciativa das ongs regionais, avaliar in loco a situação, contatar com a Defesa Civil, autoridades veterinárias e sanitárias, visitar abrigos e outros locais de manutenção de animais e adotar e sugerir medidas para minimizar o impacto da tragédia na vida de humanos e animais.
- É importante lembrar que iremos depender da caridade, disposição e sensibilidades das pessoas comuns e autoridades para ajudar animais e não podemos gerar expectativas que venham ser frustradas. Mesmo que o resultado físico da mobilização não seja o esperado, terá valido pela união de esforços e mobilização solidária em rede nacional e internacional.
- Todas as ongs e abrigos destas regiões foram atingidos de alguma forma. Em situação de normalidade, estas instituições e iniciativas independentes já enfrentam dificuldades de toda ordem, principalmente de mão de obra e financeiras. Quando atingidas por uma tragédia destas proporções, suas capacidades de atuação ficam ainda mais comprometidas, quando não são completamente anuladas.
- Por isto, é importante ressaltar que não há condições de recolhimento indiscriminado de animais. As ações se concentrarão no atendimento veterinário básico, alimentação e fornecimento de água onde os animais forem localizados e objetivam garantir a sobrevivência destes até que a situação se normalize e as famílias daqueles que tiverem donos possam reencontrá-los.
- Aqueles que estiverem em local isolado, na medida do possível serão deslocado para áreas mais adequados e com acesso para os voluntários poderem lhes alimentar sistematicamente.
- Os animais cujo atendimento não possa ser realizado no local, serão encaminhados para assistência em uma clínica veterinária parceira da entidade regional.
- A RESA se agrega às demais entidades e iniciativas em desenvolvimento e não pretende anular eventuais ações e doações diretas, mas apenas evitar desperdício de esforços e recursos, proporcionar relativa segurança aos voluntários, doadores e beneficiários e elaborar um planejamento e organização básicos, agilizado as ações de forma a garantir que alguma ajuda chegue ao maior número possível de animais em dificuldade nas localidades atingidas com a urgência que a situação exige.
- Halem Nery: E-mail halemecosul@gmail.com – Fone/Fax: 48-3269.8645 – Cel. 9969.4660
- Ana Corina: E-mail anacorina@maedecachorro.com.br
- Paulo Witoslawski: paulorw@intercorp.com.br - Fone 48-9978.8858
ALGUMAS NECESSIDADES IDENTIFICADAS:
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SOLIDARIEDADE AOS ATINGIDOS PELAS ENCHENTES
1 12 2008A AMORV-Assoc. dos Moradores do Rio Vermelho, o NDRV-Núcleo Distrital do Rio Vermelho, o Instituto Ambiental Ecosul, a Assoc. de Surf do Moçambique e a Intendência Distrital do Rio Vermelho se mobilizam para amenizar o sofrimento e as necessidades dos irmãos atingidos pela tragédia que assola nosso estado e criam postos de recepção de donativos no distrito.
Quem puder, entregue roupas pessoais, calçados, roupas de cama, mantimentos não perecíveis, água em embalagens plásticas, medicamentos e outros donativos prioritários para aliviar as necessidades básicas dos atingidos.
Todos os donativos serão encaminhados para a Defesa Civil para envio às áreas atingidas.
Locais de recebimento:
Intendência do Rio Vermelho
Rod. João Gualberto Soares, esquina Rua Luiz Duarte Soares, ao lado do Posto de Saúde.
Rio Vermelho-Florianópolis/SC
de Segunda à Sexta-feira das 9:00 às 17:00 horas
Sede do Núcleo Distrital do Rio Vermelho
Rod. João Gualberto Soares, 5144
Rio Vermelho-Florianópolis/SC
Ás Segundas e Sextas-feiras entre 9:00 e 17:00 horas
Colabore para amenizar as necessidades e os sofrimentos dos nossos irmãos atingidos pela catástrofe que se abate mais uma vez sobre Santa Catarina.
Halem Guerra Nery
Presidente da AMORV
Coordenador de BEA do Instituto Ambiental Ecosul
Fone: 9969.4660
Joani Justino Félix
Fone: 9981.5701
Representante do Núcleo Distrital do Rio Vermelho
Presidente da Associação de Surf do Moçambique
José Vasques
Intendente Distrital do Rio Vermelho
Fone: 3269.7099
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CHUVAS, IRRESPONSABILIDADES E TRAGÉDIAS.
1 12 2008
“A formulação de um problema é, muitas vezes, mais importante que uma resolução, a qual depende simplesmente de uma habilidade matemática ou experimental. Fazer novas perguntas e considerar novas possibilidades para enfocar velhos problemas através de um novo ângulo exige imaginação criadora e indica o verdadeiro progresso da ciência”.
Einstein
“A situação em SC é preocupante”.
O número de desabrigados e desalojados aumenta e beira, hoje, os 35.000, 1.500.000 pessoas foram atingidas, direta e indiretamente.
Desde ontem a solidária, porém precária, Defesa Civil, batia cabeça e já admitia não poder dar conta da situação. 31 pessoas já morreram.
As pontes sobre os Rios Itajaí-Açú e Tijucas estão interditadas, o que significa que quase 50 km de litoral, de Navegantes a Tijucas estão isolados. Não se pode usar a BR-1001 para chegar ao RS, cidades encontram-se isoladas.
Parou de chover nesse momento, mas a previsão é de que as chuvas continuem até terça.
Foi bom ver que, no meio do caos, ainda contamos com a solidariedade humana entregando roupas e alimentos nas escolas e postos de coleta.
A idéia dos “refugiados ambientais” como resultado das “mudanças climáticas” ao que parece já é uma realidade, e nós humanos vamos ter que aprender a conviver com ela.
Quem puder ajudar faça contato com a defesa civil de seu estado e cidade.
“Paz e Bem”
O texto acima, modificado de Guerra, companheiro da REASUL, demonstra uma visão dos problemas ambientais e suas vítimas, que gostaria de abordar por outro ângulo.
Passam os vendavais, chuvas e enchentes, renasce a solidariedade marcante do povo Catarinense. Porém, fica no ar uma pergunta – quem são os responsáveis pela quase totalidade destas desgraças anunciadas?
Ocupações irregulares de encostas e APP’s de margem de rios, remoção de vegetação em áreas críticas, de risco anunciado. Fiscalização? Onde? Quando?
Hoje uma família de baixa renda (até 3 ou 4 salários mínimos) somente consegue constituir moradia, própria ou alugada, que caiba em seu parco orçamento com alguma combinação entre as seis seguintes variáveis: distância, periculosidade, insalubridade, desconforto ambiental, precariedade construtiva e irregularidade fundiária.(Santos, 2007)
Essa condição orçamentária leva inexoravelmente a população pobre a três alternativas: favelas, zonas periféricas de expansão urbana e APP’s.
Especialmente nessa última condição a população de baixa renda tem sido protagonista ativa e passiva da grave tragédia geotécnica que incide generalizadamente em áreas de relevo mais acidentado e margens de córregos, tragédia que põe a perder por erosão, escorregamentos, assoreamento e enchentes a já precária infra-estrutura urbana, as próprias habitações, patrimônios públicos e privados e, não raramente, vidas humanas.
Assim, a expansão urbana periférica vem se processando, via de regra, através de intensas e extensas terraplenagens implicando em exposições cada vez maiores e mais prolongadas dos solos de alteração (mais profundos, menos argilosos, mais erodíveis) aos processos erosivos.
Uma prática nociva e nada criativa do ponto de vista técnico, pela qual persistentemente se privilegia a adaptação dos terrenos aos projetos ao invés de adequar os projetos às características naturais dos terrenos.
Essa expansão urbana, principalmente de populações de baixa renda, baseia-se em dois tipos principais de ocupação habitacional: os “loteamentos regulares”, com projetos aprovados pelas administrações municipais, e as ocupações irregulares (invasões) de terrenos privados e públicos.
Via de regra os “loteamentos regulares” são implantados através de extensas terraplenagens, arrasando morros e encostas e aterrando vales, com a venda e início de ocupação dos lotes normalmente antecedendo a instalação completa da infra-estrutura urbana básica (ruas pavimentadas, sistemas de drenagem de águas pluviais, saneamento básico, proteção de taludes contra a erosão).
As invasões, por seu lado, têm ocupado especialmente encostas de grande declividade, com a implantação de arruamento precário, sem proteção alguma, e ocupação lote a lote, cada qual encaixado por escavação na encosta, lançando-se o material resultante da escavação morro abaixo.
Na mesma ordem de total anarquia técnica, as invasões acontecem também em fundos de vale e margens de córregos.
Ambas as formas de ocupação, “loteamentos regulares” e invasões em terrenos de alta declividade e margens de córregos, são catastróficas do ponto de vista geotécnico, expondo enormes superfícies de solo aos processos erosivos e colaborando para o assoreamento das drenagens.
Nos terrenos ocupados por invasão há a agravante da produção sistemática de áreas de riscos; nas encostas de alta declividade, por escorregamentos, nos fundos de vale e margens de córregos, por solapamento e enchentes.
Os processos erosivos em terrenos de alta declividade têm assim uma dupla perversidade geotécnica: degradam a infra-estrutura urbana nas áreas onde ocorre a erosão – área fonte dos sedimentos, com destruição de ruas, edificações, sistemas de drenagem e produção de áreas de risco, e provocam o intenso assoreamento das drenagens naturais (córregos e rios) e construídas (bueiros,
galerias, canais) – áreas de destino dos sedimentos, constituindo hoje uma das principais causas das enchentes que assolam as cidades.
Centenas de milhões de reais são anualmente consumidos na perda total e em custos de reconstrução de patrimônios públicos e privados nas áreas submetidas à erosão, nas despesas com os faraônicos e intermináveis serviços de desassoreamento das drenagens e nas graves conseqüências econômicas e sociais das enchentes decorrentes de todo esse terrível processo.
Adicionalmente, nas ocupações irregulares de fundos de vale e margens de córregos, o lixo urbano não recolhido e o entulho de construção civil lançado ou reutilizado irregularmente colaboram para a agravação do fenômeno de assoreamento das drenagens.
De várias ordens são as providências necessárias a reduzir a nível mínimo essa verdadeira catástrofe geotécnica: legal, técnica, educacional, administrativa, política e assistencial.
Porém há uma providência que se não equacionada e resolvida, tornará ineficaz qualquer outro tipo de ação.
Trata-se da necessidade de implementação de uma política habitacional que resulte de fato em uma substancial redução da pressão de ocupação sobre a zona periférica das cidades, considerados aí, especialmente, os fundos de vale e as encostas com alta declividade (Santos, 2008).
Existem, na maioria das cidades onde assistimos as tragédias, a faixa compreendida entre o início da zona de expansão urbana e o limite dos bairros periféricos já consolidados um grande número de “vazios urbanos”, pequenos, médios ou grandes terrenos apropriados fisicamente para a ocupação habitacional.
Nestes terrenos que, por motivos diversos, especialmente a especulação imobiliária, ainda não foram ocupados, caberia repensar-se a instalação desta política habitacional.
Um programa de compra ou desapropriação desses terrenos, por interesse social, geraria em somatória área suficiente a abrigar grandes contingentes humanos que hoje estão instalados em áreas degradadas da zona periférica, muitas vezes sob a anuência da Resolução 369/06 do próprio CONAMA.
Porem, a meu ver existe o mais nefasto dos crimes que afloram nestas situações de crise, obras públicas de papel, mal feitas, não fiscalizadas, ou quando muito, fiscalizadas de forma burocrática, longe da necessária fiscalização técnica. Tem Licença, ART e “projeto”? Tudo bem, então!!!
Os vários acidentes que infelizmente vêm ocorrendo em obras públicas em todo o país, alguns poucos chegando ao noticiário de mídia, têm trazido à baila a íntima relação dessas obras com os terrenos geológicos em que são construídas e a ineficaz fiscalização destas “obras”.
E, por conseguinte, a enorme importância que as investigações geológicas e sua fiscalização técnica contínua têm para o êxito técnico desses empreendimentos.
Necessário, nesse contexto, que todos os profissionais de Engenharia tenham um exato e uniforme entendimento sobre o significado e as características conceituais e metodológicas dessas investigações.
Nas investigações geológico-geotécnicas que necessariamente antecedem o Projeto, o Plano de Obra e a Licença e se prolongam no período de obra e na própria operação do empreendimento, essa responsabilidade maior do corpo fiscalizatório deve ser voltado a Geologia de Engenharia, entendida essa geociência aplicada como a responsável pela interface tecnológica do Homem com o meio físico geológico.
Para tanto é preciso que fique muito claro a todos que a missão da Geologia de Engenharia não se reduz a entregar ao projetista um arrazoado sobre a geologia local, um punhado de perfis e seções geológicas e resultados de ensaios com os índices de comportamento geotécnico dos diversos materiais presentes.
O trabalho da Geologia de Engenharia transcende essa limitada visão meramente descritiva e parametrizadora, ainda infelizmente bastante comum entre profissionais e empresas executantes, órgãos públicos demandantes e na fiscalização técnica de órgãos competentes, inexistente.
No meu retorno de Lages, ontem 23/11, deparei-me com uma destas “obras públicas”, BR-282, “reformada”, recém entregue a população e que já apresentava, ao longo de quase todo o seu percurso, buracos em remendos recém feitos. Pavimento sério este!!!
“Serviços” de drenagens mal, ou subdimensionadas lançavam água sobre a pista, remetendo a possibilidade de aquaplanagem dos veículos, cortes de taludes mal feitos ou de declividade acentuada, com solos fixados por hidrossemeaduras ineficazes, transformavam-se em quedas de barreiras de todas as dimensões e colocavam em risco a vida de quem, por ironia, com impostos, pagou a obra mal feita !!!
Para completar, fundamentalmente no trecho Águas Mornas – Rancho Queimado, o plantio de exóticas (pinus eliotis) em encostas e taludes angulosos, mal dimensionados, localizados nas faixas de domínio da estrada, se desmanchavam e recobriam a já precária rodovia.
Nos próximos dias, restará a falta de água, por rompimento de tubulações e economia de polissulfato necessária para flocular o sedimento em suspensão que escorreu para nossas drenagens, das encostas erodidas pela falta de vegetação que a sustente.
Precisamos, de forma séria, técnica e contundente repensar mais esta tragédia e agregar, com responsabilidade e projetos sustentáveis, mais segurança a vida das populações atuais e futuras deste Estado.
João Guilherme Wegner da Cunha.
Geólogo – Conselheiro CREA/SC
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Tags: chuvas, emergencia, enchentes, estragos, Irresponsabilidades, SANTA CATARINA, tragédias
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Campanha educativa reduz ocorrências da farra do boi durante a Semana Santa em Santa Catarina
28 04 2008 O município de Itapema foi o único que registrou aumento, 62,5%. Autoridades locais, preocupadas com o resultado, já lançaram a campanha 1ª Farra do Boi de Mamão de Itapema. Direcionada ao resgate das pacíficas tradições culturais açorianas, a iniciativa faz parte do lançamento de um projeto da Fundação Cultural da cidade em parceria com a Escola Municipal Maria da Glória Veríssimo de Farias, que prevê o resgate do folguedo e a conscientização da própria comunidade sobre a proibição da farra-de-boi.
Desencadeada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em parceria com entidades de defesa animal, como o Instituto Ambiental Ecosul de Florianópolis, e com as Polícias Civil, Militar, Ambiental, Rodoviária Federal, e órgãos Estaduais de Inspeção Animal, a campanha de conscientização de combate à Farra do Boi seguirá ao longo do ano. “Haverá palestras nas escolas públicas e particulares dos vários municípios litorâneos correlacionados à farra, mas daremos atenção especial àqueles onde a prática encontra-se mais arraigada”, adianta o Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiental, Promotor de Justiça Luís Eduardo Couto de Oliveira Souto.
A campanha, uma ampliação do trabalho realizado pelas Promotorias de Justiça de Garopaba e Tijucas, tem como objetivo levar às crianças a visão de que os animais devem ser respeitados, como qualquer ser vivo. Por isso, foram distribuídos 10 mil cartazes, 50 mil folders, instalados outdoors e dado prosseguimento ao ciclo de palestras em escolas nos municípios com a maior incidência da farra.
Ocorrências da Farra do Boi durante a Semana Santa
Municípios
2007
2008
Comparativo
Águas Mornas 1
0
-100%
Balneário Camboriú 1
0
-100%
Bombinhas 1
1
0%
Brusque 0
1
100%
Camboriú 0
1
100%
Florianópolis 19
5
-73,68%
Garopaba 2
0
-100%
Governador Celso Ramos 48
45
– 6,25%
Imbituba 2
0
-100%
Itapema 8
13
62,50%
Penha 2
0
-100%
Porto Belo 8
1
-87,50%
Tijucas 1
1
0%
Total
93
68
-26,88%
Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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Tags: CAMPANHA CONTRA A FARRA DO BOI 2008, Ecosul, estatistica, Farra do Boi, MPSC, SANTA CATARINA, SC
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CAMPANHA DE RESPEITO A TODAS AS FORMAS DE VIDA QUE ESTÁ VEICULANDO NAS CIDADES LITORÂNEAS DE SANTA CATARINA
21 03 2008Comentários : Deixar um comentário »
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