Proprietário de traineira deve pagar indenização por pesca predatória de arrasto quinta 17|04|2008

21 04 2008

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou ontem
(16/4), por unanimidade, o proprietário da embarcação Casablanca, Henri Xavier,
ao pagamento de indenização de R$ 250 mil por danos ambientais causados pela
pesca predatória de arrasto.
Em 2001, a Polícia Ambiental realizou fiscalização dentro das três milhas
náuticas no litoral norte gaúcho, área proibida para a pesca predatória, e
constatou que havia quatorze embarcações tipo traineiras, entre elas a
Casablanca, em prática de crime ambiental. Xavier alegou que sua embarcação
estava arrendada para outra pessoa.
A Vara Federal Ambiental de Porto Alegre extinguiu o processo sem julgamento
do mérito, pois Xavier não teria vínculo com a prática de pesca, uma vez que a
embarcação estaria arrendada a terceiro no momento do flagrante. Contra a
decisão, o Instituto Sea Shepherd Brasil e a União recorreram ao TRF4.
Para a relatora do caso, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, “o
proprietário do barco traineira apetrechado para a pesca predatória de arrasto
que o arrenda e aufere lucros é responsável pelos danos ambientais que o barco
pratica”. Segundo a magistrada, a pesca de arrasto é lesiva ao meio marinho,
pois “a rede de arrastão raspa e mata toda a vida marinha desde a areia até a
superfície”.
A desembargadora lembrou que Henri Xavier é advogado de uma empresa que também
está sendo processada por pesca ilegal de arrasto. “Deve ser considerado que a
continuidade da pesca de arrasto prejudica e inviabiliza a atividade dos
pescadores tradicionais e comunidades deles dependentes”, conclui Marga.
O valor da indenização deverá ser recolhido para o Fundo Nacional do Meio
Ambiente, criado pela Lei nº 7.797/89, que apóia projetos ambientais em todo o
país.

AC 2006.71.00.004789-8/TRF





Entrem e participem como forma protestar contra o aprisionamento de pássaros

7 04 2008

http://www.pea.org.br/informativo/pea313200818347.htm

Excelentíssimo Senhor Presidente da República do Brasil e Excelentíssima Senhora
Ministra do Meio Ambiente

Olá,

Gostaria de manifestar meu profundo desapontamento com a tentativa de legalizar
o aprisionamento em gaiolas de mais animais silvestres brasileiros. Pássaros
foram feitos para voar; para isso, a natureza os dotou de asas. Tucanos, que
nem são reproduzidos em cativeiro, não são pássaros de gaiolas, assim como
outras aves.

Como dizia nosso ilustríssimo Olavo Bilac, em seu poema Pássaro Cativo:

“Não quero o teu alpiste!

Gosto mais do alimento que procuro na mata livre

em que a voar me viste.

Tenho água fresca num recanto escuro.

Da selva em que nasci; da mata entre os verdores,

tenho frutos e flores, sem precisar de ti!

Não quero a tua esplêndida gaiola!

Pois nenhuma riqueza me consola de haver perdido aquilo que perdi…

Prefiro o ninho humilde, construído de folhas secas, plácido, e escondido.

Entre os galhos das árvores amigas…

Solta-me ao vento e ao sol!

Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pompas do arrebol!

Quero, ao cair da tarde, entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!

Deus me deu por gaiola a imensidade!

Não me roubes a minha liberdade…

QUERO VOAR! VOAR!”

Não existe interesse comercial que justifique o aprisionamento de aves nativas
brasileiras. Enriquecer poucos comerciantes, liberando a manutenção de espécies
em gaiolas, seria como liberar o tráfico de drogas, já que o policiamento também
não é capaz de conter a evolução da produção, comércio e distribuição de
entorpecentes.

O ditado, “se não pode vencê-los, junte-se a eles”, não poderia ser aplicado
quando se fala de vidas inocentes e desamparadas.

Cabe ao nosso Ministério do Meio Ambiente zelar pelos nossos animais silvestres.
Além de garantir a LIBERDADE, um tucano na copa de uma árvore, ou um canário
cantarolando ao ar livre, incentiva o turismo, comove a criança e ajuda na
educação da sociedade. Temos o dever de zelar pelo bem-estar dos espécimes da
nossa fauna.

Por favor, excelentíssimos governantes, repensem e atuem em favor daqueles que
não falam a nossa língua. Ajude-nos a preservar a LIBERDADE e a educar nosso
país, difundindo a idéia de que animais de estimação são cães e gatos. Pedimos
enfaticamente que interrompam essa consulta pública enquanto ainda há tempo.
Nós, membros da sociedade brasileira, eleitores, pagadores de impostos,
esperamos o combate duro ao tráfico de animais e a outras práticas, como
captura de animais silvestres e venda indiscriminada dos mesmos. Tais práticas,
além de condenar seres inocentes à prisão perpétua, contribuem apenas para
enriquecer poucos, muitos deles criminosos que não dão valor à vida. Tucanos,
papagaios e canários-da-terra não lhes pedirão ajuda, mas nós, cidadãos
brasileiros, gostaríamos de vê-los livres, voando e embelezando nosso país.

Isso é Brasil, um país tropical, bonito por natureza!

Nós, brasileiros, contamos com o descortino de vossas excelências.





Sacolas Retornáveis

14 03 2008

O Ministério do Meio Ambiente decidiu lançar a campanha “A Escolha é Sua, o Planeta é Nosso”. Entre os dias 10 e 15 deste mês, o Departamento de Economia e Meio Ambiente da pasta incentivará o uso de sacolas retornáveis, as “ecobags”, com o objetivo de reduzir a circulação de embalagens de plástico. Fernanda Altoé Daltro, técnica do ministério, espera que a campanha desperte a consciência dos brasileiros para diminuir a circulação de um dos vilões da degradação ambiental. A campanha ensinará atitudes simples. “No lugar de levar quatro sacolas de plástico em cada compra, podemos levar nossas bolsas retornáveis ao supermercado e usar apenas uma plástica. O importante é reduzir o consumo”, diz. As “ecobags” vêm ganhando força nos últimos anos. Somente uma rede de supermercados vendeu, desde 2005, cerca de 140 mil sacolas retornáveis, das quais 30 mil no último trimestre do ano passado – OESP, 2/3, Vida, p.A25.





III conferência do Meio Ambiente

24 02 2008

Clique na imagem para ampliar

convite_iii_conferencia_estadual_meio_ambiente.jpg





Danos ao Meio Ambiente

3 02 2008

O MPFSC obteve na Justiça Federal a condenação, por danos ao meio
ambiente, dos responsáveis pelo loteamento Praia da Ilhota, em Balneário Santa
Marta Pequeno, município de Laguna.

De acordo com o MPF, os réus terão que pagar indenização de R$ 1 milhão
pelas construções em áreas protegidas por lei e apresentar, no prazo de seis
meses, estudo de impacto ambiental relativo ao empreendimento.

A área total prevista para o loteamento é de 640 mil metros quadrados,
sendo que a maior parte fica próxima a um sambaqui e em área de dunas. O Ibama
também confirmou que o local é protegido por lei, caracterizado como planície
de restinga.

Segundo o procurador da República em Tubarão, Celso Antônio Três, a
Secretaria do Patrimônio da União cancelou a inscrição de ocupação, por
tratar-se de área de preservação permanente. Agora, a decisão confirmou a
proibição de alienar os imóveis cuja outorga de uso havia sido cancelada pela
Secretária Patrimônio da União.





Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

21 10 2007

III Conferência Nacional do Meio Ambiente pode se esvaziar porque Governo não
cumpriu “deliberações fundamentais” Mônica Pinto / AmbienteBrasil

Com plenária final programada para maio do ano que vem, a III Conferência
Nacional do Meio Ambiente (CNMA) vai debater uma das principais preocupações
ambientais do planeta: as mudanças climáticas.

Chamar a sociedade civil organizada a deliberar sobre temas fundamentais e
urgentes é saudável como exercício democrático e cidadão. Mas, da maneira como
as coisas vêm caminhando, estes eventos – que consomem vultosos recursos
públicos, é bom lembrar – correm o risco de se tornar um jogo para a platéia.
Isso porque o Governo Federal ignorou solenemente importantes decisões da I
Conferência Nacional do Meio Ambiente, em 2003 – o que, como seria natural,
despertou questionamentos quando da segunda edição da CNMA, em 2005, o que se
repete agora.

Exemplo concreto: na primeira conferência, venceu a proposta que “proíbe a
transposição do Rio São Francisco em qualquer instância, independentemente dos
resultados dos estudos de viabilidade técnica”. O Governo fez ouvidos moucos,
levou adiante o projeto e só não o vai efetivando primeiro por força de medidas
judiciais; agora, no final do mês passado, porque o Tribunal de Contas da União
determinou a paralisação das obras, encontrando nelas – e em outras 76 do
Governo Federal – indícios de “irregularidades graves”.

“Cabe lembrar que algumas deliberações estratégicas aprovadas na I CNMA não
receberam do Governo a atenção desejada, caminhando inclusive na direção
contrária, como as deliberações contra os transgênicos, energia nuclear e a
transposição do Rio São Francisco”, disse o Fórum Brasileiro de ONGs e
Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – FBOMS – em nota
oficial, divulgada quatro dias antes da II CNMA, em dezembro de 2005.

Ressalve-se que o Fórum também colocava que, apesar das falhas durante a
mobilização do evento, classificada como “insuficiente”, a II CNMA deveria ser
compreendida como parte de um processo de consolidação do Sistema Nacional do
Meio Ambiente (SISNAMA). “Sua efetividade como espaço de deliberação das
políticas ambientais deve ser construída e, ao mesmo tempo, conquistada”.

Também em dezembro de 2005, a Agência Brasil registrou que a Comissão Pastoral
da Terra (CPT) se declarava “pessimista quanto à possibilidade de sucesso da II
Conferência Nacional do Meio Ambiente”.

“Enquanto o Ministério do Meio Ambiente se esforça no conceito de
desenvolvimento sustentável, existem derrotas importantes em outros setores
como o agronegócio, os transgênicos, a transposição do São Francisco e a
retomada de investimentos em energia atômica. O rumo da política ambiental é
contraditório, não há coesão nesse governo”, avaliou Roberto Malvesi, então um
dos oito coordenadores nacionais da entidade, que optou por não enviar
representantes à II CNMA.
O Fboms integra a comissão organizadora da III CNMA. “Nossa posição é de atuar
em aliança com os movimentos sociais e outras organizações visando avançar ao
máximo as resoluções destas conferências”, disse a AmbienteBrasil o secretário
executivo do Fórum, Temístocles Marcelos.

Segundo ele, a expectativa da coordenação da entidade é a de que de fato ocorra
um debate aprofundado acerca das mudanças climáticas, permitindo que a
sociedade civil influencie as políticas públicas para este tema que, na visão
de Temístocles, tem sido influenciado majoritariamente nos últimos anos pelos
setores empresariais e lobistas dos créditos de carbono. “Estes setores não
precisam de espaços como as conferências para se expressarem, pois possuem
variadas formas de fazer isso – mídia, Ministérios etc”.

A expectativa do Fboms é, portanto, de democratização do debate. “Caso isso não
ocorra, denunciaremos e adotaremos outras medidas previstas no jogo
democrático”, diz Marcelos, antecipando que o Fórum vai definir sua estratégia
geral de atuação na III CNMA no próximo encontro nacional da entidade, de 26 a
28 deste mês em Curitiba (PR).

A Associação Mineira de Defesa do Ambiente – Amda -, secretaria executiva do
Fórum Mineiro de ONGs Ambientalistas, já definiu sua posição. “A Conferência
Nacional de Meio Ambiente pode ser enquadrada como populismo ambiental”, disse
a AmbienteBrasil Maria Dalce Ricas, superintendente executiva da entidade.

“Sua realização é envolvida em supostos princípios de democracia participativa,
mas tem se marcado por aspectos que demonstram não passar de fórum
politicamente ‘legitimador´ de uma suposta política ambiental construída com
participação da sociedade, que só existe no papel e de forma alguma interfere
nas decisões políticas e econômicas do governo”, completa.

Para ela, a CNMA obedece a mesma estratégia que levou o presidente Lula a
convidar Marina Silva para ocupar o Ministério do Meio Ambiente: maquiar o
governo de “verde”, principalmente no âmbito internacional. “O desrespeito -
que às vezes chega a parecer deboche – da equipe do governo pela área
ambiental, se expressa pelo desprezo às decisões tomadas nas conferências. A
mais célebre foi ignorar completamente a deliberação da primeira conferência
pela não transposição do rio São Francisco”, lembra a ambientalista, para quem
o “engodo político do governo” já foi percebido pela sociedade.

“Em Minas Gerais, dezenas de entidades ambientalistas decidiram não mais
participar das conferências e, em minha opinião, elas serão cada vez menos
representativas”, prevê Dalce.

O presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – Proam –, Carlos
Bocuhy, conselheiro do Conselho Estadual de Meio Ambiente de São Paulo –
Consema -, também passou a considerar a iniciativa inócua em seus propósitos.
“Este processo de gestão participativa que o governo tenta implementar por meio
das Conferências Nacionais de Meio Ambiente não chega a se transformar nas
políticas públicas desejáveis para o segmento ambientalista”, disse ele a
AmbienteBrasil. “Toda essa discussão ainda trabalha o campo teórico e não
conseguiu se traduzir em práticas que sejam adotadas pelo governo. Isso
demonstra que a democracia ambiental ainda está longe de consubstanciar no
Brasil”.

A versão do Ministério do Meio Ambiente

O secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Hamilton
Pereira, responsável pela organização da III Conferência Nacional do Meio
Ambiente, diz que, na primeira edição da CNMA, 70% das resoluções foram
cumpridas.

“A II Conferência ampliou isso para 90%”, garante. “Não cumprimos tudo, mas
estamos trabalhando nesse espaço legítimo de construção democrática, inclusive
no sentido de aprimorar a qualidade das participações”

Segundo ele, não há qualquer indicativo no sentido de esvaziamento do evento –
que Hamilton prefere chamar de “processo”, dada a característica da Conferência
de transcorrer primeiro na esfera municipal; depois, dos Estados e, por fim, na
plenária de encerramento, em âmbito nacional.

Página oficial do CONSEMA:
http://www.ambiente.sp.gov.br/Consema/128.htm





Exemplo Negativo

10 10 2007

As fotos já traduzem o exemplo negativo. Fixaram uma pesada faixa em árvores recém plantadas. Não é por isto que deixaremos de utilizar os produtos desta empresa, mas é bom nos ligarmos em empresas ambientalmente corretas. Bom se pudéssemos realizar levantamento do custo monetário do estrago e cobrarmos. O custo ambiental é irreparável.

Estamos abertos a receber fotos de bons e maus exemplos, como forma de educar, cobrar e melhorar o ambiente em que vivemos.

Fotos LBF

imagem.JPG imagem02.JPG imagem03.JPG





Os cinco Rs

9 10 2007

REPENSAR hábitos e atitudes
REDUZIR a geração e o descarte
REUTILIZAR aumentando a vida útil do produto
RECICLAR transformando num novo produto
RECUSAR produtos que agridam a saúde e o ambiente.
Fonte: Almanaque Brasil Sócioambiental.





4 de Outubro

1 10 2007

Dia 4 de outubro se festeja o nascimento de São Francisco de Assis. Místico e pregador, em seu Cântico das Criaturas, chama de irmãos o sol e toda a natureza. Embora nascido há muito tempo (1226), por seu apego a natureza, é mundialmente reconhecido como patrono dos animais, do meio ambiente e dos ecologistas. Também é muito conhecida sua oração que nos remeta a paz e a concórdia entre todos os seres que coabitamos este planeta.

ecosul4.jpg