Wilian Souza Romão
Rodiney Eyng
Nilton de Oliveira Martins
Wellinton
Clainton de Lima
Dia 08.12.2008, a primeira equipe civil autorizada a percorrer por terra a região de Ilhota entre Baú Central e Alto Baú, a área mais afetada pela catástrofe que se abateu sobre o Vale do Itajaí, era composta por 3 membros do Instituto Ambiental Ecosul/WSPA, 1 veterinário voluntário da ApraBlu, a fiel e competente Nina, cadela Labradora treinada para farejar pessoas ou corpos em catástrofes e seu adestrador.
Escoltados por 7 Bombeiros Voluntários de Navegantes, sob o comando do Comandante Ricardo, tinham como objetivo alimentar e prestar atendimento veterinário de emergência nos animais deixados na região durante o resgate dos moradores. A missão principal dos bombeiros era localizar os 4 corpos que ainda encontram-se desaparecidos na região.
A jornada iniciou às 9:00 horas junto à igreja de Baú Central, último ponto onde o acesso de veículos é possível e terminou no mesmo local à 19:00 horas, durou 10 horas, 6 de ida e 4 de volta. A ida foi mais demorada pois todas as moradias foram vistoriadas, os animais alimentados e aqueles que necessitavam foram tratados pelo veterinário membro da equipe.
Certamente ninguém que sobrevoou o local ou teve acesso de helicóptero apenas á região do Alto Baú onde foi instalado o ponto de pouso para resgate das pessoas, teve a exata noção e visão do que ocorreu naquela região. O cenário é desolador, dantesco e indescritível. O rio mudou seu curso várias vezes, são dezenas de deslizamentos, moradias destruídas, a estrada existe apenas em alguns pequenos trechos, os obstáculos para se percorrer os em torno de 10 kms. que ligam Baú Central ao Alto Baú são de toda ordem.
O risco era iminente. Atravessamos o rio várias vezes seguros uns aos outros, algumas vezes com água pela cintura ou com lama até as canelas, abrindo caminho entre árvores e raízes arrancadas e escalando ribanceiras e rochas.
Um bombeiro se feriu na perna e o adestrador foi atingido na cabeça por um galho de árvore. Ambos foram medicados também pelo veterinário.
Cada um dos bombeiros levou alem de alguns utensílios próprios para o trabalho, um saco de ração em sua mochila. Os 3 ativistas do Ecosul/WSPA e o adestrador de cães se revezavam levando dois sacos de ração de 8 kgs. e o veterinário carregava um kit completo de instrumentos e medicamentos para todo tipo de emergência que pudesse surgir.
Cada um levava água, chocolates, barras de cereais e bolachas.
Desde o inicio do trajeto, eram encontrados animais de toda a espécie. Os cavalos, bois e vacas, porcos e aves se alimentavam de pasto e outros recursos naturais. Salvo algumas exceções, a maioria dos cães não aparentava desnutrição e ao ser deixada ração onde se encontravam, não comia desesperadamente.
Os bombeiros informaram que numa busca anterior já tinham levado ração e deixado em pontos estratégicos onde os animais pudessem ter acesso e nas moradias onde haviam cães, bem como soltaram todos os animais que puderam.
Pudemos observar que mesmo estando livres, os cães não abandonavam as casas e permaneciam fiéis, de guarda, latindo e tentando impedir nossa aproximação.
Em algumas residências não foram encontrados cães, porém e todas aquelas que os tinham, em apenas uma foi encontrado apenas um. Em todas as demais, haviam 2 ou mais e em apenas uma visualizamos um gato. Nesta, o proprietário Sr. Ivo se encontrava alimentando seu gado, galinhas e 5 cães. Perguntado se precisava de ração ou algum tratamento para os animais, respondeu que não. Aceitou um saco de 1 Kg. de ração para o gato e informou que de dois em dois dias voltava ao local para tratar seus animais e os de seu genro mais acima.
Numa residência, entre porcos e galinhas, encontrava-se um cão mestiço de pastor alemão preso a uma corrente e próximo, um coelho morto. Ao examinar o cão, o veterinário encontrou alguns bernes, um já quase bicheira na região anal. Foi tratado, vacinado e solto, tendo acompanhado a equipe na ida e volta. Nesta residência havia um coelho morto próximo ao cão acorrentado.
Em outra residência, entre porcos e galinhas havia um galo morto, um cão morto sob um carro na garagem e 2 cães vivos. Um deles estava muito magro e com uma bicheira enorme na região da anca. Foi tratado e vacinado e deixamos bastante ração no local. Ao vistoriar o galpão, foram encontrados dentro de uma caixa d água vários sacos de ração para aves e porcos. Alguns sacos foram despejados no pátio para estes animais.
Muitos cães encontravam-se infestados com carrapatos e receberam uma dose de Ivomec como preventivo.
Estamos liberando em anexo, as primeiras fotos do trabalho, de autoria do Airton Ferreira da Silva.
Na próxima parte estaremos enviando outras fotos de autoria do Paulo Witoslavski do Ecosul.
Fim da primeira parte
Halem Guerra Nery
Coordenador da RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais
Instituto Ambiental Ecosul
Florianópolis/SC
Fone: 48-9969.4660












Saudações, Amigos!
Vejam as imagens abaixo. É um espetáculo à parte do fotógrafo. “Uma Obra Prima”. Pela sensibilidade e a paciência daquele momento de tristeza.
Delas são traduzidas todos os sentimentos de uma simples ave dita irracional. Bem, se é irracional, por favor, peço ajuda com o parecer de vocês posteriormente.
Foi num dia comum no Japão e numa praça esse acontecido.
Nessa primeira foto, não se sabe como o pássaro morreu.
Estava ali no asfalto inerte, aquele corpinho sem vida e sem seu canto.
Seria um fato corriqueiro, mas o fotografo fez a grande diferença.
Talvez até por intuição, segundo o relato do fotografo essa ave que chama o companheiro já sem vida, permaneceu durante o dia todo pousada próximo à ave morta parecendo pedir algo.
Pulava de galho em galho sem temer os que se aproximavam até chegar bem próximo ao fotografo.
E cantou num tom triste. O homem imaginou que ela pedia algo.
Ela voou até o corpinho, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo.
E o homem entendeu.
Foi ao meio da rua, retirou a ave morta e colocou no canteiro indicado.
Só então a ave solidária levantou vôo e atrás dela todo o bando.
A Despedida.
Num olhar triste tendo a consciência do companheiro morto, como num último gesto de respeito e talvez até devoção a ave permanece alguns segundos junto ao corpinho antes dele ser retirado da rua para o jardim, a seu pedido.
A foto traduz a eloqüência dos fatos, a essência do entender sem nada precisar pronunciar.
Uma Questão de Amor & Carinho.
Num ato emocionante todo o bando segundo o relato de testemunhas, com dezenas de aves sobrevoaram o corpinho do companheiro morto antes de partirem.A foto diz quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.
Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente, só ela voltou ao corpo e num grito de não aceitação da morte, ainda tenta chamar o companheiro à vida ou uma despedida de amor e carinho como quase não mais existe entre os homens racionais aqui da terra.
Finalizando, esses são fatos que mostram que Deus existe.
São demonstrados de tantas formas sublimes.
Essa Ele quis que o homem visse e traduzisse da melhor forma o poder da criação.
Tenta mostrar aqui um exemplo a todos os tiranos do planeta que Ele está em todo o lugar e atento a tudo.
Mas agora me respondam: Serão os animais realmente os irracionais?
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