Morro do Baú-O retorno‏

15 01 2009
Foi agendado com o Comandante Ricardo do Corpo de Bombeiros Voluntários de Navegantes, nova ida na 2ª feira, dia 19/01/2009 ao Morro do Baú pela localidade denominada Belchior Alto em Gaspar, para levantar a situação atual e alimentar e assistir os animais encontrados, caso o tempo ajude e as condições da região sejam adequadas e não impliquem em riscos à equipe.
 
As ações veterinária aos animais serão coordenadas pela Dra. Mônica Almeida da WSPA Brasil.
 
Além dos Bombeiros Voluntários, estão inscritos:
 
Méd. Vet. Dr. Júlio César – Voluntário ApraBlu
Méd. Vet. Rodrigo Rocha – Voluntário do Instituto Ecosul
Halem Guerra – Instituto Ecosul
Paulo Witoslawski- Instituto Ecosul
Silviane Mafalda – Instituto Ecosul ” A confirmar até 6ª feira, dia 16/01)
Airton Ferreira – Instituto Ecosul
 
  • Pela extensão da área a ser percorrida alimentando e assistindo animais, duas equipes escoltadas por Bombeiros percorrerão lugares distintos, para cobrir toda ou a maior parte da região.
  • Haverá a necessidade de dispor de 2 cabines duplas tracionadas, de forma a transportar as equipes, alimentos, equipamentos, medicamentos veterinários e algumas caixas de transporte para eventuais resgate de animais que estejam necessitando de assistência que não possa ser prestada no campo.
  • Lembramos que é uma jornada para “Indiana Jones” e não é recomendada para pessoas com cardiopatias graves, fumantes inveterados, sedentários e obesos. As fotos abaixo ilustram o passeio.
  • Pelo menos o Grêmio chegou no topo. (Do Alto Baú)
  • Fora os médicos que portarão equipamentos veterinários para ações com os animais, cada voluntário deverá carregar na caminhada além de sua mochila com utensílios básicos de sobrevivência, um saco com entre 5 e 8 kgs. de ração.
A concentração e partida do quartel dos Bombeiros Voluntários será em torno de 7:00 horas do dia 19/01/2009 e os voluntários de Florianópolis se deslocarão no domingo, dia 18/01 e pernoitarão em Navegantes.
 
Aos participantes nominados acima, solicitamos que se em  função das informações registradas aqui fiquem impossibilitados de participar, informem imediatamente para procedermos a substituição.
 
Caso algum destinatário deste comunicado não relacionado queira participar, se manifeste que irá para o “overbook”.
 
Um abraço a todos,
 
Halem Guerra Nery
Coordenador da RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais
Instituto Ambiental Ecosul
Florianópolis/SC




VOTE NO 16

17 12 2008

É rapidinho, apenas 1 minuto para fazer 1.500 animais mais felizes

Amigos,
 
A empresa Total Alimentos do ramo de nutrição animal, acaba de lançar a campanha “Feliz Natal com Total”. Esta campanha é destinada a entidades filantrópicas e ONGs que cuidam de animais (cães e gatos) desabrigados e abandonados. O objetivo principal da campanha, além da divulgação do trabalho de cada ONG, é a entrega  de um caminhão com 5 toneladas de ração à entidade eleita pelos internautas.
 
As inscrições encerraram dia 30/11 e já está aberta a votação no site: www.totalalimentos.com.br .
 
A entrega do prêmios será feita em até 90 dias após a confirmação dos dados do ganhador, para qualquer parte do país, sem custos para a entidade vencedora.
 
Leiam a mensagem abaixo e quem quiser aderir, por favor, vote e repasse aos seus contatos e divulgue em seus blogs, sites, etc..
 
 
Parceiros, o Abrigo Animal de Joinville está inscrito no concurso da Total Alimentos para concorrer aos 5.000 kgs. de ração. O Abrigo possui hoje em torno de 1.200 cães e 300 gatos albergados e recebe da Prefeitura R$ 8.000,00 por mês para manutenção dos animais, o que dá R$ 5,333 por mês para cada animal. A diferença é obtida pelos voluntários através de eventos, doações e contribuições de simpatizantes e apoiadores.
Por sorte, o canil foi atingido sem maior gravidade pela enchente, mas o gatil foi destelhado e inundado por uma chuva com vendaval. Estivemos visitando o canil e o gatil que são independentes e distantes entre si e embora particularmente entenda que abrigo não é solução, dentro das possibilidades, são relativamente organizados, limpos e os animais são bem alimentados e assistidos veterinariamente. Independente dos motivos pelos quais a quantidade de animais chegou a este nível, eles não tiveram escolha e precisam nós.
Face ao trabalho e às dificuldades dos heróicos voluntários que se dedicam à manutenção destes animais, escolhemos o Abrigo Animal para votar no concurso da Total e solicitamos a todos que ainda não tem candidato, que apóiem o Abrigo e lhes dêem seus votos. O número de Inscrição do Abrigo é 16.
 
 
      VOTE NO 16 E AJUDE A ALIMENTAR 1.500 ANIMAIS POR ALGUNS DIAS

 





Mensagem de Natal

17 12 2008
 Clique em DOWNLOAD NOW na parte inferior do site para acessar o arquivo.




Alto Baú‏

12 12 2008
Mais fotos.
 
Autor: Paulo Roberto Witoslavski-Membro do Instituto Ambiental Ecosul




1 ª EQUIPE DE SOCORRO AOS ANIMAIS ENTRA NA REGIÃO CONSIDERADA ZONA VERMELHA DO ALTO BAÚ EM ILHOTA

11 12 2008

Dia 08.12.2008, a primeira equipe civil autorizada a percorrer por terra a região de Ilhota entre Baú Central e Alto Baú, a área mais afetada pela catástrofe que se abateu sobre o Vale do Itajaí, era composta por 3 membros do Instituto Ambiental Ecosul/WSPA, 1 veterinário voluntário da ApraBlu, a fiel e competente Nina, cadela Labradora treinada para farejar pessoas ou corpos em catástrofes e seu adestrador.

Escoltados por 7 Bombeiros Voluntários de Navegantes, sob o comando do Comandante Ricardo, tinham como objetivo alimentar e prestar atendimento veterinário de emergência nos animais deixados na região durante o resgate dos moradores. A missão principal dos bombeiros era localizar os 4 corpos que ainda encontram-se desaparecidos na região.

 A jornada iniciou às 9:00 horas junto à igreja de Baú Central, último ponto onde o acesso de veículos é possível e terminou no mesmo local à 19:00 horas, durou 10 horas, 6 de ida e 4 de volta. A ida foi mais demorada pois todas as moradias foram vistoriadas, os animais alimentados e aqueles que necessitavam foram tratados pelo veterinário membro da equipe.

 Certamente ninguém que sobrevoou o local ou teve acesso de helicóptero apenas á região do Alto Baú onde foi instalado o ponto de pouso para resgate das pessoas, teve a exata noção e visão do que ocorreu naquela região. O cenário é desolador, dantesco e indescritível. O rio mudou seu curso várias vezes, são dezenas de deslizamentos, moradias destruídas, a estrada existe apenas em alguns pequenos trechos, os obstáculos para se percorrer os em torno de 10 kms. que ligam Baú Central ao Alto Baú são de toda ordem.

O risco era iminente. Atravessamos o rio várias vezes seguros uns aos outros, algumas vezes com água pela cintura ou com lama até as canelas, abrindo caminho entre árvores e raízes arrancadas e escalando ribanceiras e rochas.

Um bombeiro se feriu na perna e o adestrador foi atingido na cabeça por um galho de árvore. Ambos foram medicados também pelo veterinário.

Cada um dos bombeiros levou alem de alguns utensílios próprios para o trabalho, um saco de ração em sua mochila. Os 3 ativistas do Ecosul/WSPA e o adestrador de cães se revezavam levando dois sacos de ração de 8 kgs. e o veterinário carregava um kit completo de instrumentos e medicamentos para todo tipo de emergência que pudesse surgir.

Cada um levava água, chocolates, barras de cereais e bolachas.

Desde o inicio do trajeto, eram encontrados animais de toda a espécie. Os cavalos, bois e vacas, porcos e aves se alimentavam de pasto e outros recursos naturais. Salvo algumas exceções, a maioria dos cães não aparentava desnutrição e ao ser deixada ração onde se encontravam, não comia desesperadamente.

Os bombeiros informaram que numa busca anterior já tinham levado ração e deixado em pontos estratégicos onde os animais pudessem ter acesso e nas moradias onde haviam cães, bem como soltaram todos os animais que puderam.

Pudemos observar que mesmo estando livres, os cães não abandonavam as casas e permaneciam fiéis, de guarda, latindo e tentando impedir nossa aproximação.

Em algumas residências não foram encontrados cães, porém e todas aquelas que os tinham, em apenas uma foi encontrado apenas um. Em todas as demais, haviam 2 ou mais e em apenas uma visualizamos um gato. Nesta, o proprietário Sr. Ivo se encontrava alimentando seu gado, galinhas e 5 cães. Perguntado se precisava de ração ou algum tratamento para os animais, respondeu que não. Aceitou um saco de 1 Kg. de ração para o gato e informou que de dois em dois dias voltava ao local para tratar seus animais e os de seu genro mais acima.

Numa residência, entre porcos e galinhas, encontrava-se um cão mestiço de pastor alemão preso a uma corrente e próximo, um coelho morto. Ao examinar o cão, o veterinário encontrou alguns bernes, um já quase bicheira na região anal. Foi tratado, vacinado e solto, tendo acompanhado a equipe na ida e volta. Nesta residência havia um coelho morto próximo ao cão acorrentado.

Em outra residência, entre porcos e galinhas havia um galo morto, um cão morto sob um carro na garagem e  2 cães vivos. Um deles estava muito magro e com uma bicheira enorme na região da anca. Foi tratado e vacinado e deixamos bastante ração no local. Ao vistoriar o galpão, foram encontrados dentro de uma caixa d água vários sacos de ração para aves e porcos. Alguns sacos foram despejados no pátio para estes animais.

Muitos cães encontravam-se infestados com carrapatos e receberam uma dose de Ivomec como preventivo.

Estamos liberando em anexo, as primeiras fotos do trabalho, de autoria do  Airton Ferreira da Silva.

Na próxima parte estaremos enviando outras fotos de autoria do Paulo Witoslavski do Ecosul.

Fim da primeira parte

 

Halem Guerra Nery
Coordenador da RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais
Instituto Ambiental Ecosul
Florianópolis/SC
Fone: 48-9969.4660





PREPAREM-SE

25 08 2008

Já estamos nos preparando para o IV Seminário de Controle de Zoonoses, Educação Humanintária e Bem-Estar Animal.
Se realizará em Joinville dia 11 de outubro de 2008. O Ecosul, a WSPA e o Abrigo Animal já estão adotando as providências necessárias para o Seminário que já faz parte do calendário anual de eventos relacionados com o controle de zoonoses, educação e bem-estar animal na região Sul do
Brasil.
Conta com apoios importantes como do CRMV, Fundo Vira-lata , APRABLU, Agrosul e Ligths On de Blumenau, Abrigo Animal, Clínica Cães e Gatos





“I ECO ROCKFLORIPA”

15 07 2008

Dia 04 de julho, foi realizado no Restaurante Fratellanza em Florianópolis o “I
Eco Rock”, promovido pelo músico Nando Dias com apoio do Instituto Ambiental
Ecosul, Fundação Estadual do Meio Ambiente, Primer TV, Ponto Comunicação,
Rochelle, Henrique Ortiga Produções entre outros. O evento celebrou a união
entre a música POP local e organizações e ativistas ambientais e de defesa dos
direitos dos animais de Florianópolis. Foram distribuídas mudas de árvores
nativas, material informativo do Ecosul e WSPA, projetados vídeos com temas
ecológicos e de bem estar-animal e coletadas assinaturas para o abaixo-assinado
pelo reconhecimento pela ONU da Declaração Universal do Bem Estar Animal.

Vista do público do evento


Vista da entrada do Fratellanza
 
Músico Nando Dias no palco

Nando Dias e banda recebem do Ecosul o OLA-Observador da Legilação Animal
 
 Distribuição de mudas de árvores nativas aos interessados Kiko Ortiga(à dir.), Marciano que coletou as assinaturas para a Declaração Universal do BEA(centro) e o Biólogo
 
Luiz Fontanela, presidente do Ecosul
(esq.)





WSPA em Mianmar

5 06 2008

A WSPA foi única organização convidada por Mianmar para ajudar os animais do
país. Trabalhará em conjunto com a ONU para amenizar efeitos do Ciclone Nargis.
Uma equipe da WSPA que avalia as necessidades dos animais e presta ajuda em
casos de desastre recebeu em dia 23 de maio, permissão para entrar em Mianmar e
começar a dar assistência aos animais dos quais as comunidades locais tanto
dependem. A equipe conta com cinco veterinários. A WSPA entregou 31 toneladas
de ração, que foi recebida pela FAO.
Com base nas estatísticas da ONU, do governo de Mianmar e da WSPA, estima que 48
milhões de animais possam ter sido mortos pelo ciclone – número equivalente ao
da população humana do país. Os animais sobreviventes ficarão cada vez mais
suscetíveis à fome e a doenças. Tudo isso coloca os seres humanos em risco,
pois muitos desses animais vivem perto das pessoas em ambientes insalubres e
propícios a doenças.
O desastre matou muitos animais de tração (1 em cada 5), necessários para arar
os campos de arroz – base da alimentação local. A WSPA estima que o impacto a
longo prazo de se perder esses animais de tração é que milhares de hectares de
terra não serão arados, deixando milhões de pessoas famintas
Para o Diretor de Gerenciamento de Desastres da WSPA, Philip Russell, a relação
homem-animal é evidente:
– A morte de um número tão grande de animais será catastrófico para a população
humana. Evitar a morte dos animais ajudará as pessoas a sobreviver e a se
recuperar mais rapidamente. Liberar o acesso para nossos veterinários
especializados em casos de desastres é fundamental quando os animais estão
sofrendo e precisando de alimento, abrigo e cuidados veterinários.

Experiência recente da WSPA em assistência em desastres:
- Tsunami (Sri Lanka, Índia e Tailândia)
- Vulcão (Indonésia, Peru, Equador e Colômbia)
- Terremoto (Paquistão)
- Enchentes (Argentina e Bangladesh. Neste último foram alimentados 60.000
animais e ajudadas 20.000 famílias)
A Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) é a maior federação de
organizações de bem-estar animal do mundo, representando mais de 900 afiliadas
em 153 países. Através de trabalhos de campo, campanhas, trabalho legislativo,
educação e programas de treinamento, a WSPA luta para criar um mundo onde o
bem-estar animal importe e a crueldade para com os animais tenha fim.





Supermercados catarinenses terão alternativas às sacolas plásticas

20 05 2008

No prazo de três meses, dez redes de supermercados de Criciúma, Siderópolis,
Nova Veneza e Treviso (SC), deverão disponibilizar embalagens não poluentes
como alternativa às sacolas plásticas. A determinação foi firmada em um Termo
de Ajustamento de Conduta assinado entre o Ministério Público de Santa Catarina
e representantes das empresas, na última quinta-feira (15). O descumprimento
acarretará em multa diária de R$ 300 para o estabelecimento.

O promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng considera o TAC
necessário pelos danos causados ao meio ambiente devido ao uso excessivo de
sacolas plásticas.
Ele apresenta pesquisas que apontam que 9,7% de todo lixo produzido no Brasil
constituem-se deste produto, que leva cerca de três séculos para se desintegrar
completamente e, se incinerado, libera toxinas perigosas para a saúde. Além
disso, as sacolas são uma das causas do entupimento de bueiros e córregos,
contribuindo para a ocorrência de inundações.

O Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MP-SC, em conjunto com as
Promotorias de Justiça, recomenda, desde novembro de 2007, a substituição das
sacolas plásticas por alternativas não poluentes a comerciantes de todo o
Estado.

Os supermercados também se comprometeram a divulgar em local visível informações
sobre os impactos que as sacolas plásticas geram no meio ambiente e a capacitar
seus funcionários para a responsabilidade ambiental.

Em dezembro de 2008, a possibilidade da substituição total das sacolas plásticas
por embalagens não poluentes – como sacolas oxi-biodegradáveis, sacolas
retornáveis, sacos de papel ou caixas de papelão – será avaliada em reunião a
ser agendada, observando-se os resultados das medidas até então adotadas. (Com
informações do MP-SC).





FOTO E FATO DA SEMANA

12 05 2008

Na manhã desta quinta-feira, 08.05.2008, a Polícia Militar Ambiental soltou três jacarés-de-papo-amarelo na Estação Ecológica de Carijós, Norte da Ilha de Santa Catarina.

 

Os animais encontravam-se no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Polícia Ambiental, no Parque do Rio Vermelho, onde receberam alimentação e tratamento adequado, após terem sido capturados em Palhoça, Santo Antônio de Lisboa e outro em Jurerê, em áreas residências próximas ao mangue onde acabaram assuntando os moradores.

 

A causa dos animais deixarem o seu habitat foram as fortes chuvas que atingiram a região, provocando alagamento dos mangues e riachos.

 

Segundo o Sgtº Marcelo Duarte da Polícia Ambiental, a população não precisa ter medo dos jacarés, pois não há registro na região de ataque de jacaré-de-papo-amarelo contra as pessoas, a convivência é de absoluta paz.

 

 

 

 

Jacaré-de-papo-amarelo

 

 

Ordem: Crocodylia

Família: Alligatoridae

Nome científico: Caiman latirostris

Nome em inglês: Broad-snouted caiman

Distribuição geográfica: Leste do Brasil (do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul), Uruguai, norte e nordeste da Argentina, Paraguai e leste da Bolívia

Hábitat: Brejos, mangues, lagoas, riachos e rios

Hábitos alimentares: Carnívoro, se alimentando de peixes, aves, crustáceos e mamíferos

Reprodução: Desova entre 17 e 50 ovos por postura, que eclodem após 70 a 80 dias de incubação.

Período de vida: Aproximadamente 50 anos

 

Os jacarés, juntamente com seus primos crocodilos e aligátores, surgiram na face da Terra há pelo menos 200 milhões de anos. Contemporâneos dos grandes dinossauros, também atingiram tamanhos gigantescos. O Purussaurus brasiliensis, um jacaré que viveu a 20 milhões de anos atrás, na região onde hoje fica a Bacia Amazônica, atingia cerca de 14 metros de comprimento, rivalizando em tamanho com o famoso Tyranossaurus rex.

 

Os jacarés sempre mostraram-se muito bem adaptados às condições de vida do planeta, sobrevivendo, inclusive, aos fatores que determinaram a extinção dos dinossauros. Apenas o homem, através da caça excessiva, poluição das águas e desmatamento, conseguiu colocar em risco a sobrevivência desses animais.

 

Esse é o caso do jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) que habita brejos, lagos, pântanos e rios desde o litoral do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul e bacias dos rios São Francisco, Paraná, Paraguai e Paraíba.

 

Apesar da ampla distribuição geográfica, o jacaré-do-papo-amarelo já esteve ameaçado de extinção em virtude da poluição de seu habitat e da caça predatória para a retirada do couro e consumo da carne. Com a proibição da caça a espécie se recuperou e não faz mais parte da lista de animais ameaçados de extinção.

 

O jacaré-do-papo-amarelo, juntamente com os outros crocodilianos, se destaca entre os répteis por apresentar cuidados com a sua prole. O macho forma um harém e após a cópula, que ocorre no verão, a fêmea constrói o ninho próximo à água usando folhas secas e fragmentos de plantas, cobrindo-o com folhas e areia.

 

Em média são postos de 25 a 30 ovos, e nesta época, a fêmea se torna mais agressiva permanecendo perto do ninho para evitar o ataque de predadores como o lagarto teiú e o quati. O sol e a fermentação dos vegetais no ninho proporcionam o calor necessário à incubação que varia de 70 a 90 dias.

 

Próximo à eclosão é possível ouvir a vocalização dos filhotes, ainda dentro dos ovos, chamando a mãe. Ela então, desmancha o ninho usando os membros anteriores e posteriores, e o focinho. Caso algum filhote tenha dificuldade ao nascer, a mãe o ajuda e posteriormente ela carrega cada um na boca até a água, cuidadosamente.

 

O macho cuida dos recém-nascidos que já estão na água e ambos os pais permanecem próximos aos filhotes, protegendo-os, ainda por um período de tempo. Apesar de toda essa proteção, os filhotes precisam se alimentar sozinhos e quando pequenos comem insetos e invertebrados.

 

Os adultos atingem até 2,5 metros de comprimento e se alimentam de caramujos, peixes, aves e pequenos mamíferos. Como todos os crocodilianos, tem uma vida longa e, provavelmente, pode ultrapassar os 50 anos de idade. Ao contrário dos mamíferos, quanto mais velho, torna-se maior e mais forte.

 

Embora os jacarés assustem as pessoas pelo seu tamanho e aspecto pré-histórico, são animais extremamente importantes para o equilíbrio ecológico, pois agem na cadeia alimentar controlando as espécies que fazem parte da sua dieta, além de controlarem a população dos caramujos transmissores de doenças, como a esquistossomose (barriga d’ água). Além disso, suas fezes servem de alimento a peixes e a outros seres aquáticos.

 

Flávio de Barros Molina

Luana Paola

Atualizado por Cybele Sabino Lisboa

Fundação Parque Zoológico de São Paulo

Setor de Répteis

www.projetobiosfera.com.br